segunda-feira, 11 de março de 2013

ALIENAÇÃO PARENTAL


ALIENAÇÃO PARENTAL

O processo de alienação Parental vivido por mim e por minha filha é uma constante. Embora haja uma decisão da justiça portuguesa que ordena  que Sr. Eurico Santana disponibilize a minha filha Maria Clara para falar comigo todos os dias da semana , inclusive nos fins de semana, ele vem desde outubro de 2012 descumprindo ordem judicial.
Para o genitor da minha filha, ele está acima da justiça e sempre descumpre ordens judiciais quando não lhes são favoráveis. Está entre o seleto grupo dos endinheirados que estão acima do bem e do mal, e muita acima da justiça.
Ale´m de descumprir ordens judiciais de fazer com que  MARIA CLARA retorne imediatamente, conforme decisão do Desembargador Amílcar Machado, agora, também descumpre ordens judiciais  da justiça portuguesa.
...e assim caminha a impunidade.
Infelizmente, a maior vítima disso tudo é minha filha, que com apenas sete anos é obrigada a suportar em silêncio as atitudes inapropriadas de um pai desequilibrado e egoísta.
Quem ama não violenta, não desrespeita, não submete o outro a sofrimento e privação do amor de uma mãe.
Maria Clara não é propriedade minha e nem do pai dela, é uma criança que precisa de amor, carinho e respeito às opiniões e sentimentos.
APRENDA, EURICO: NOSSA FILHA NÃO É MARIONETE PARA VOCÊ MANIPULAR OS SENTIMENTOS E VONTADES DA CRIANÇA, PARA SATISFAZER SEUS CAPRICHOS EGOÍSTAS!
Deus te perdoe por submeter uma inocente a tamanha crueldade.


Cópia de conversas no SKYPE,das diversas tentativas de  poder ver a minha filha.

31/1/2013 16:06:12] Adriana Botelho: OI, estou aqui a espera para poder falar com CLARA.
[31/1/2013 16:42:59] Adriana Botelho: Estou aguardando para falar com a minha filha.
[31/1/2013 18:04:36] Adriana Botelho: Ainda espero para  ver minha filha.
[2/2/2013 08:03:07] Adriana Botelho: Filha cade vc,estou a tua espera de vc nao conecta, isso não é o que a Justiça Portuguesa determinou
[2/2/2013 08:03:35] Adriana Botelho: Quantos dias vou ter que esperar vc em vão, filha?
[2/2/2013 08:04:21] Adriana Botelho: Ate quando vão insistir em não me deixar conversar com vc?
[2/2/2013 08:05:53] Adriana Botelho:  Eurico, esta descumprindo ordens judiciais, quero ver minha filha pela internet e vc não deixa
[3/2/2013 15:36:55] Adriana Botelho: Olá filha, mais uma vez estou tentando te ver. Espero que veja as mensagens e entre para falar comigo. Beijos, mamãe.
[4/2/2013 16:06:21] Adriana Botelho: Oi filha, estou aqui aguardando novamente para  te ver. Beijo da mamãe.
[5/2/2013 15:51:48] Adriana Botelho: Oi filha, mais uma vez estou aqui a espera que entre para falar comigo. Beijinho grande.
[6/2/2013 16:49:59] Adriana Botelho: Novamente estou a sua espera e nao consigo falar com vc filha. Ate quando vão tentar me impedir de te ver...beijos filha
[12/2/2013 08:03:20] Adriana Botelho: Quero ver a minha filha. Faça o favor de disponibiliza-la para falar comigo.
[12/2/2013 08:43:50] Adriana Botelho: Continuo a espera  para ver minha filha.
[13/2/2013 08:08:24] Adriana Botelho: Estou aguardando para poder ver a minha filha. Espero que tenha consciência e ponha  minha filha para falar comigo,pois desde de outubro não a vejo.
[13/2/2013 18:10:12] Adriana Botelho: Mais uma vez  peço que deixe-me ver  a minha filha.
[14/2/2013 10:01:56] Adriana Botelho: Estou registrando todas as tentativas de cercear meu contato com minha filha. Ate quando  vai continuar me impedindo
[16/2/2013 07:25:33] Adriana Botelho: Hj sábado,minha filha não tem aula,porque nao me deixa entrar em contato com ela?
[16/2/2013 07:26:03] Adriana Botelho: Qual a desculpa hj?
[16/2/2013 13:11:04] Adriana Botelho: Estou mais uma vez esperando que minha filha entre para falar comigo.
[17/2/2013 09:35:09] Adriana Botelho: Onde está a minha filha? Você não  a me deixa ver desde outubro. Será que não percebe o mal que está fazendo  e não a deixar falar com a própria mãe?
[19/2/2013 12:28:53] Adriana Botelho: Mais uma vez estou a espera para  falar com a minha filha. Infelizmente você tem obstaculizado por completo o meu  contato com Maria Clara.
[28/2/2013 07:05:38] Adriana Botelho: Quando você vai disponibilizar a minha filha para falar comigo? Continua descumprindo ordens judiciais.
[2/3/2013 09:55:25] Adriana Botelho: Estou  esperando novamente para ver a minha filha. Desde outubro do ano passado que você não  a me deixa ver.
[3/3/2013 16:09:34] Adriana Botelho: Estou mais uma vez insistindo para que me deixe ver a minha filha.
[5/3/2013 13:41:55] Adriana Botelho: Mais uma vez aqui estou na tentativa de poder  ver a minha filha. Lembro-lhe que desde outubro do ano passado(2012) não vejo Maria Clara por uma decisão  unilateral sua. Aguardo mais uma vez que cumpra a  e coloque a minha filha para falar comigo.
[6/3/2013 14:40:18] Adriana Botelho: Estou mais uma vez  esperando que você disponibilize a minha filha para que eu a possa ver.
[16:33:44] Adriana Botelho: Até quando você vai impedir a minha filha de me ver?

terça-feira, 19 de fevereiro de 2013

SOU BRASILEIRO,DIGA AO POVO QUE FICO.


Queridos amigos, estou divulgando a história de luta dessa mãe brasileira por seus filhos. É mais um caso de injustiça, de perseguição a uma cidadã brasileira, que demonstra o abismo entre o Direito e a Justiça nesse nosso país.
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A Justiça Brasileira pode até se curvar diante da Justiça Norueguesa, mas nós - brasileiros - não faremos isso não! Vamos lutar!
Descrição
PORQUE OS FATOS FALAM POR SI

BRASIL, 1998
Julia deixa a Seleção Brasileira de Pólo Aquático e viaja com uma amiga de férias para a Europa.

EUROPA, 1998
Durante a viagem, Julia e a amiga decidem conhecer a Noruega.

NORUEGA, JANEIRO DE 1999
Julia e o Norueguês se conhecem, se apaixonam e começam a namorar.

NORUEGA, JUNHO DE 1999
Julia e o Norueguês descobrem que estão esperando o primeiro filho.
Os dois decidem se casar no Brasil já que, desde que se apaixonaram, sempre consideraram a possibilidade de um dia virem morar juntos no Brasil.

BRASIL, JUNHO DE 1999
Julia chega sozinha no Brasil para cuidar dos preparativos do casamento.

BRASIL, JULHO DE 1999
O Norueguês vem conhecer a família de Julia e se casar com ela no Brasil.

BRASIL, AGOSTO DE 1999
Julia e o Norueguês se casam no Brasil.
O casal volta para a Noruega.
O casamento é averbado na Justiça Norueguesa.

NORUEGA, JANEIRO DE 2000
Nasce o primeiro filho do casal.
O casal curte a felicidade da vida em família.

BRASIL, DEZEMBRO DE 2000
O casal traz o primeiro filho (com 10 meses) ao Brasil para que os familiares de Julia possam conhecê-lo.
O primeiro filho (com 10 meses) passa as festas de fim de ano junto à família brasileira.

BRASIL, JANEIRO DE 2001
O primeiro filho completa 1 ano de vida junto à família brasileira.
A festa de comemoração do aniversário é realizada no Brasil.
Em seguida, o casal retorna à Noruega.

NORUEGA, AGOSTO DE 2001
O casamento já demonstra sinais de desgaste.
Julia propõe separação, mas descobre estar grávida do segundo filho.
O casal decide reatar e dar uma nova chance ao casamento.

NORUEGA, DEZEMBRO DE 2001
O filho mais velho (com 1 ano) passa as festas de fim de ano na Noruega.

BRASIL, JANEIRO DE 2002
Julia e o Norueguês vêm com o primeiro filho (com 1 ano) para o Brasil.
O filho mais velho completa 2 anos de vida.
A comemoração do aniversário é realizada junto à família brasileira.

NORUEGA, MARÇO DE 2002
Mesmo grávida do segundo filho, Julia termina o relacionamento com o Norueguês.
O casal se separa oficialmente na Justiça Norueguesa.
Oficialmente a guarda exclusiva do primeiro filho (2 anos) fica com Julia.
Pensando no bem estar dos filhos, inclusive do que está para nascer, o casal continua morando junto.

NORUEGA, ABRIL DE 2002
Nasce o segundo filho do casal.
O casal permanece morando junto e cuidando dos dois filhos.
Apesar de estar oficialmente separado, o casal acaba reatando o relacionamento.

BRASIL, FEVEREIRO DE 2003
O casal vem com os dois filhos ao Brasil para que a família brasileira possa conhecer o filho mais novo.

NORUEGA, ABRIL DE 2003
O casal volta a se desentender e o relacionamento termina novamente.
Já separada oficialmente do Norueguês há mais de um ano, Julia pede a ele que saia de sua casa e vá morar com sua família.
O Norueguês não sai, apesar de estar morando numa casa comprada por Julia.

NORUEGA, AGOSTO DE 2003
Depois de muita insistência, o Norueguês concorda em sair de casa.
Julia continua morando com os dois filhos na Noruega.
A guarda exclusiva dos dois filhos (com 1 e 3 anos) permanece com a mãe, podendo o pai exercer seu direito de visitação, inclusive com férias compartilhadas.

NORUEGA, NOVEMBRO DE 2003
Julia registra o nascimento de seus dois filhos na Embaixada Brasileira em Oslo, confirmando a nacionalidade brasileira deles.

NORUEGA, DEZEMBRO DE 2003
Apesar de possuir a guarda exclusiva dos dois filhos, Julia só viaja depois que o pai concorda que ela leve os filhos para passar as férias com ela no Brasil. 

BRASIL, DEZEMBRO DE 2003
Durante as férias, Julia matricula os dois filhos (com 1 e 3 anos) em uma creche para estimular a convivência deles com outras crianças brasileiras.
A vontade de voltar a morar no Brasil para criar os filhos no mesmo país onde cresceu já não sai mais da cabeça da mãe.
Os dois meninos passam as festas de fim de ano junto à família brasileira.

BRASIL, JANEIRO DE 2004
O filho mais velho completa 4 anos no Brasil.
A comemoração do aniversário é realizada junto à família brasileira.

BRASIL, FEVEREIRO DE 2004
Apesar de estar separada do Norueguês oficialmente, de ter a guarda exclusiva dos dois filhos e de já estar planejando voltar a morar no Brasil com os meninos, Julia embarca de volta para a Noruega com os dois filhos.
Julia retoma com o Norueguês a conversa sobre morarem no Brasil e manifesta seu forte desejo de criar os filhos em sua terra natal.

NORUEGA, MARÇO DE 2004
O avô de Julia fica gravemente doente e surge a urgência da volta ao Brasil.
O Norueguês não esconde o receio de que Julia aproveite essa viagem para não voltar mais para a Noruega. Ele ainda acredita na possibilidade de reatarem o casamento e impõe condições para que ela viaje com os filhos.
Julia só consegue embarcar em paz para o Brasil depois de aceitar as condições do ex-marido, que exige que a guarda do filho mais velho passe a ser compartilhada com ele, e que somente o filho mais novo (ainda em fase de amamentação) viaje com Julia.

BRASIL, MARÇO DE 2004
Julia desembarca no Brasil trazendo apenas o filho mais novo (com 1 ano).
O filho mais velho (com 4 anos) permanece na Noruega com o pai.

BRASIL, ABRIL DE 2004
O filho mais novo completa 2 anos no Brasil.
A comemoração do aniversário é realizada junto à família brasileira.

BRASIL, JUNHO DE 2004
O avô de Julia morre e ela volta com o filho mais novo para a Noruega.
A vontade de mudar para o Brasil e viver junto à sua família é cada vez mais forte.

NORUEGA, JULHO DE 2004
Aproveitando o fato do Norueguês estar sem trabalho, Julia retoma a conversa antiga e, juntos, eles decidem que é chegada a hora de tentar a vida no Brasil. A ideia é ela ir na frente, ele vir em seguida.
Com ajuda do Norueguês, Julia prepara a mudança e, depois de ser levada para o aeroporto por ele, ela embarca com os dois filhos para o Brasil.

BRASIL, AGOSTO DE 2004
O Norueguês desembarca no Brasil com visto de turista e, mesmo não havendo mais relação amorosa entre os dois, ele vai morar com Julia para ficar mais próximo dos dois filhos.

BRASIL, OUTUBRO DE 2004
O Norueguês se aproveita da ajuda de Julia (com quem ainda é oficialmente casado no Brasil) para, ao invés de renovar seu visto de turista por mais três meses, dar entrada no pedido de visto permanente para ficar de vez no Brasil. Em seguida, o Norueguês encaminha solicitação de CPF, que reforça ainda mais a sua intenção de se fixar no Brasil.

BRASIL, ENTRE OUTUBRO A DEZEMBRO DE 2004
Apesar de morarem juntos e criarem os filhos em parceria, tanto Julia quanto o Norueguês namoram outras pessoas. Não há possibilidade do casal reatar o relacionamento e ele não esconde de ninguém seu deswcontentamento com essa situação. 

BRASIL, DEZEMBRO DE 2004
O Norueguês finge que vai passar uns dias em Búzios com os filhos (com 2 e 4 anos), mas na verdade ele pega escondido os passaportes noruegueses dos meninos e voa com eles para a Noruega sem ciência nem autorização de Julia, que possuía (perante a Justiça Norueguesa) a guarda exclusiva do filho mais novo e a guarda compartilhada do filho mais velho.
(Até hoje ninguém conseguiu explicar como foi que ele conseguiu embarcar no aeroporto brasileiro com dois menores sem uma autorização por escrito da mãe que, na época, era exigida a qualquer responsável que estivesse embarcando com menores para o exterior sem a companhia do outro responsável).

NORUEGA, DEZEMBRO DE 2004
O Norueguês liga para Julia e conta que não está em Búzios, mas na Noruega. E avisa que levou os filhos com ele.
Os dois filhos de Julia passam, à força, as festas de fim de ano separados de sua mãe. O filho mais novo sofre visualmente já que havia sido desmamado fazia poucos meses.

NORUEGA, JANEIRO DE 2005
O filho mais velho completa 5 anos, afastado de sua mãe contra a sua vontade.

BRASIL, ENTRE DEZEMBRO DE 2004 E MARÇO DE 2005
1 - Ao registrar um B.O. na 15 Delegacia de Polícia acusando o Norueguês de ter cometido “subtração de incapaz” (de acordo com o Código Penal Brasileiro), Julia ouve do delegado que nenhum inquérito será aberto já que ela e o Norueguês ainda são oficialmente casados no Brasil e, assim, ambos possuem a guarda dos filhos perante a Justiça Brasileira.
2 – Julia entra em contato com o Itamaraty e, depois de relatar o ocorrido e solicitar ajuda, lhe foi orientado a voltar para a Noruega e entrar, sem nenhum apoio do Brasil, com pedido de guarda na Justiça Norueguesa.

NORUEGA, ABRIL DE 2005
O filho mais novo completa 3 anos, afastado de sua mãe contra a sua vontade.

NORUEGA, MAIO DE 2005
Julia desembarca na Noruega e encontra um processo de disputa de guarda já aberto pelo ex-marido na Justiça Norueguesa.

NORUEGA, ENTRE MAIO E JUNHO DE 2005
Julia só consegue fazer 5 visitas aos seus dois filhos (com 3 e 5 anos). Em todas elas é acompanhada por uma assistente social e pelo Norueguês e/ou familiares dele.

NORUEGA, ENTRE JUNHO DE 2005 E AGOSTO DE 2006
Julia consegue, através de advogados, que seu pedido de ampliação de visitação seja aceito e, assim, até a finalização do processo, ela passa a poder ficar com os filhos em finais de semana e férias intercalados e em um dia da semana.

NORUEGA, AGOSTO DE 2006
O processo julgado pela Justiça Norueguesa chega ao fim e concede guarda total dos dois filhos para o Norueguês, ainda que conste no processo um laudo psicológico afirmando que trata-se de uma pessoa depressiva, alcoólatra e que já tentou cometer suicídio. Resta à Julia, estrangeira no país, apenas o direito de manter a visitação aos filhos em finais de semana e férias intercalados e em um dia da semana.

NORUEGA, AINDA EM AGOSTO DE 2006
Em uma das primeiras visitas depois do fim do processo, Julia e o Norueguês se desentendem e ele consegue, na Justiça Norueguesa, que sejam interrompidas as visitas da mãe com a alegação de que, quando estão com a mãe, seus filhos correm risco de vida. Ao aceitar a alegação do pai e interromper o direito de visitação da mãe, a Justiça Norueguesa não ouve, em momento algum, nem a mãe estrangeira, nem nenhuma testemunha.

NORUEGA, SETEMBRO DE 2006
Os advogados de Julia conseguem reverter a decisão da Justiça Norueguesa quanto a visitação da mãe e, assim, as visitas se normalizam. O pai, porém indo contra essa decisão, nega à mãe e aos filhos o direito às visitas.

NORUEGA, OUTUBRO DE 2006
Somente 1 mês após essa segunda decisão é que o pai autoriza a visitação. Vendo-se sem saída, dentro de um país que amparava somente o pai, em seu primeiro período de férias com os filhos (com 4 e 6 anos), Julia embarca com eles para a Alemanha e, de lá, para o Brasil. Sem ciência nem autorização do Norueguês, e utilizando passaportes brasileiros que ela conseguiu obter em junho deste mesmo ano, junto ao Consulado Brasileiro. A partir dessa data, Julia passa a ser considerada sequestradora internacional pela Justiça Norueguesa, podendo ser presa caso pise em solo norueguês.

BRASIL, A PARTIR DE OUTUBRO DE 2006
Uma vez no Brasil com os filhos, Julia dá entrada em pedido de separação e de guarda dos filhos na Justiça Brasileira. E a batalha permanece até os dias de hoje.

BRASIL, SETEMBRO DE 2008
Em visita ao Brasil, o primeiro ministro norueguês aproveitou para incluir na pauta de conversa com a presidência brasileira um pedido para que o processo de retorno dos meninos noruegueses a seu país de nascimento fosse tratado com urgência.

BRASIL, MARÇO DE 2009
Sem nunca ter sido ouvida pela Justiça Brasileira, Julia se vê acuada por um grupo de oficiais de justiça e policiais que chegam, de repente, em sua casa portando mandado de busca e apreensão para tirarem de perto dela seus filhos (com 6 e 9 anos) e levarem eles para a Noruega. 

QUANDO UMA HISTÓRIA DE AMOR
SE TRANSFORMA NUMA HISTÓRIO DE HORROR.

A partir de março de 2009, Julia fica ciente de que há um processo da AGU conta ela e passa lutar para que o mandato de busca e apreensão, emitido para atender à Convenção de Haia, seja suspenso pelo menos até que o julgamento seja encerrado de vez.

Além disso, Julia e seus advogados tentam fazer com que a Justiça Brasileira reconheça e considere todo o histórico do caso, que é anterior à vinda dos meninos para o Brasil em 2006, ao invés de simplesmente emitir um mandato de busca e atender automaticamente à Convenção de Haia com base apenas naquilo que foi julgado pela Justiça Norueguesa, ou seja, em outro país.

Dois dos principais elementos que estão sendo ignorados pela Justiça Brasileira e que determinam todo o futuro do caso são: o fato da residência habitual da família (na época em que os meninos foram levados à força para a Noruega pelo pai) ser o Brasil e o fato dele ter cometido um primeiro “sequestro”, ao arrancar do seio da mãe seus dois filhos de apenas 2 e 4 anos.

Por fim - e certamente o elemento mais importante nessa história toda - apesar de ter ouvido o filho mais velho quando ele completou 12 anos e dele ter deixado muito clara a sua vontade de continuar em contato com o pai e com a família norueguesa mas, acima de tudo, de permanecer morando no Brasil com sua mãe e seu irmão mais novo, a Justiça Brasileira insiste em ignorar a vontade do menor. Exigimos que a Justiça Brasileira faça seu trabalho com foco apenas no Princípio do Melhor Interesse do Menor (conforme previsto no art. 13, § 2º da própria Convenção de Haia e salientado em todo o seu texto) e não em Política Externa. Criança não pode ser usada como moeda de troca e quanto a isso não se discute.

Assim, solicitamos que a Justiça Brasileira reveja os acontecimentos com parâmetros brasileiros e sob a ótica dos meninos. É inaceitável que se ignore que quase sete anos já se passaram desde que os meninos se fixaram de vez no Brasil (depois que a mãe os trouxe da Noruega). Ou seja, moram aqui com a família brasileira mais da metade da vida deles e sequer falam Norueguês. Alegam que não sabem mais falar a língua e se comunicam em português até com o próprio pai.

Além disso, mesmo antes, quando moravam na Noruega, os meninos vinham ao Brasil praticamente todos os anos, tinham contato constante com os parentes brasileiros, foram batizados aqui, possuem padrinhos e madrinhas brasileiros e comemoraram aqui no Brasil a maior parte dos seus aniversários e foi junto da família brasileira que passaram a maioria das festas de fim de ano. Isso desde que nasceram.

Ou seja, os laços brasileiros nunca foram rompidos e se alguém deu início ao processo de alienação parental e transformou a vida dos filhos em um verdadeiro inferno, está claro que esse alguém foi o próprio pai. E fez isso pensando apenas em sua própria vontade. Em todas as viagens anteriores que a mãe fez com os filhos ao Brasil (várias, inclusive, sem a companhia do pai), mesmo tendo a guarda dos meninos, ela nunca deixou de voltar com os filhos para a Noruega. E só veio morar no Brasil quando o pai concordou em vir junto, já que em nenhum momento ela desejou que seus filhos crescessem sem pai. Como não deseja agora.

Pelo bem de nossos meninos, exigimos que a Justiça Brasileira nos ouça!

FONTE : https://www.facebook.com/SouBrasileiroDigaAoPovoQueFico

sábado, 22 de dezembro de 2012

NATAL SEM MARIA.







"Sabe quando você acorda, depois de ter tido um pesadelo, e pensa: “Ufa, foi só um sonho ruim”? Queria muito que acontecesse comigo. Que eu acordasse numa manhã dessas e, aliviada, tivesse a certeza de que não vivi o que vivi. Porque todo dia em que abro os olhos e tomo consciência do que aconteceu é como se levasse um soco na cara. É um novo dia me dizendo que minha filha não está aqui, mas que eu tenho de me levantar."

É assim os dias de todas as mães que estão longe dos seus filhos, seja por estarem longe dos nossos olhos,como é o meu caso, ou porque já não pertencem a esse nosso mundinho material. Só quem é mãe pra entender a dimensão de um amor por um filho, é algo que transcende a tudo. 



Para mim, o Natal perdeu todo o sentido, não tenho o que comemorar, não há árvore, nem musiquinhas nem enfeites luminosos que possam dar um colorido a minha vida nessa data que sempre fora tão especial. Maria Clara, como a maioria das crianças, adora o Natal, o colorido da festa, as melodias, a decoração, e especialmente de armar a árvore de Natal. Ano passado, um dia antes de ela ser entregue ao Consulado português em Salvador, nós estávamos arrumando a árvore. Eu , ela e Giu, armamos a árvore, e penduramos os enfeites de Natal, colocamos a estrela no topo da árvore, e Maria estava ansiosa contando os presentes que estavam na árvore, queria saber quantos presentes tinha para ela. Seus olhinhos brilhavam, e ela estava na expectativa que chegasse o grande dia, para poder abrir os presentes, e sempre perguntava-me quantos dias faltavam para que chegasse o Natal. Infelizmente, no dia seguinte, Clara foi tirada de mim, enfiada num avião rumo à Portugal, sem ter tido a oportunidade de abrir os presentes de Natal que tinha na árvore e que ela tanto queria abrir.

Arrependo-me imensamente de não te-la deixado abrir os presentes antes do Natal. Penso que muitas vezes deixamos de fazer certas coisas porque ficamos à espera que o tal dia chegue, mas às vezes, esse tal dia é hoje, e não haverá mais tempo depois. Talvez a pessoa não esteja mais ao nosso lado, para que possamos dar aquele presente, aquele abraço ou simplesmente para dizermos o quanto essa pessoa é especial para nós e falarmos do imenso amor que sentimos.


Tenho certeza que minha filha sempre soube do amor que sentia e sinto por ela, pois antes de dormir, logo depois de rezarmos, sempre dizia que ela e a irmã eram o grande amor da minha vida. Dizia que a amava daqui até a lua...rsrs

A verdade, é que nem nos meus piores pesadelos imaginei que passaria o Natal sem Maria, nunca nos separamos, estávamos sempre juntinhas. Dormíamos de conchinha, ela fazia- me "cosquinhas", mexia nos meus olhos para ver se eu já tinha adormecido, e eu fingia que já tinha adormecido, para que ela também se acomodasse e dormisse. 

O fato é que hoje estamos separadas por um oceano, e nesse Natal, sequer consegui falar com a minha filha pelo msn, pois embora tivesse suplicado para o seu genitor me deixar vê-la, ele não o fez. Enviei emails essa semana ao genitor de Maria, informando que queria ver a minha filha, desejar-lhe um feliz natal e dizer o quanto a amo, mas ele não me permitiu vê-la.
Eurico tem usado Maria para me atingir, para se vingar de mim, para me torturar pelo fato de eu o ter deixado.

Um dia minha filha irá crescer, e virá me ver pelos próprios pés, e a partir daí, ele não conseguirá mais nos afastar. Eu sou a mãe dela e sei a filha que tenho, sei que nem ele nem ninguém conseguirá destruir o amor que sentimos uma pela outra.

O amor de mãe é maior que tudo nessa vida, maior que a distância, maior que o ódio e mair que as injustiças do judiciário. O maior juiz é Deus, pois ele ninguém consegue enganar, ele tem olhos que conseguem ver mais além do que os homens comuns.

Esse NATAL, não vai ser feliz e especial, como tantos outros que passei com a minha filha e minha família reunida, mas será de esperança, pois a cada ano que passa, minha Maria está crescendo, e quando chegar a hora, minha filha virá até mim. Nesse dia, será feita justiça para nós duas,minha filha. Chegará o dia em que estaremos juntas, todos os natais, para sempre!




Que Deus te abençoe e que Nossa Senhora te proteja e livre de todos os males!




Feliz Natal,minha princesa. Um beijo grande, da mamãe que te ama "daqui até a lua".


sexta-feira, 21 de dezembro de 2012

19/12/2012- 1 ano sem minha filha.




Minha filha,

Dia 19/12 fez um ano que não nos abraçamos, que não posso te dar beijinhos e pô-la em meu colo. Sofro, mais sei que um dia toda essa dor terá um fim.

Chegará o dia que você, minha filha, não será mais instrumento de vingança contra mim. Viverei, para um dia ver você chegar e me abraçar como na última vez que nos vimos. Nesse momento, você saberá toda a verdade, sobre a maldade, a injustiça e crueldade daqueles que nos separaram. Descobrirá que JUDAS esteve perto de ti durante esses anos todos, incitando o ódio contra mim e inventando mentiras para afasta-la ainda mais de sua mãe. Saiba que em minha orações e de todos aqueles que te amam Nossa Senhora sempre te protegeu, protege e protegerá. Amo você mais que tudo nessa vida e a verdade há de triunfar!


Saudades, minha princesa.
Um beijinho enorme, da sua mamãe que te ama muito.

sexta-feira, 12 de outubro de 2012

FELIZ DIA DAS CRIANÇAS!!!!





FELIZ DIA DAS CRIANÇAS!!!

Desejo um dia especialmente feliz, para Giulia, Cindy e Maria Clara. Especialmente para minha filha MARIA CLARA,que nesse momento está tão longe, mas está sempre dentro do meu coração. Te amo muito,filha!!!!

"Eu só peço, à você
Um favor, se puder
Não me esqueça
Num canto qualquer..."
 

 



♥ ♥♥
O Caderno
Toquinho

Sou eu que vou seguir você
Do primeiro rabisco
Até o be-a-bá.
Em todos os desenhos
Coloridos vou estar
A casa, a montanha
Duas nuvens no céu
E um sol a sorrir no papel...

Sou eu que vou ser seu colega
Seus problemas ajudar a resolver
Te acompanhar nas provas
Bimestrais, você vai ver
Serei, de você, confidente fiel
Se seu pranto molhar meu papel...

Sou eu que vou ser seu amigo
Vou lhe dar abrigo
Se você quiser
Quando surgirem
Seus primeiros raios de mulher
A vida se abrirá
Num feroz carrossel
E você vai rasgar meu papel...

O que está escrito em mim
Comigo ficará guardado
Se lhe dá prazer
A vida segue sempre em frente
O que se há de fazer...

Só peço, à você
Um favor, se puder
Não me esqueça
Num canto qualquer..


 

 

quinta-feira, 20 de setembro de 2012

Esquizofrenias do judiciário brasileiro.

Caso Maria Clara: Para presidente da Ajufe, ação de mãe contra juíza é 'indevida' e 'será rejeitada' por CNJ
O presidente da Associação dos Juízes Federais do Brasil (Ajufe), Nino Toldo, enviou nota ao Bahia Notícias em que defende a juíza substituta da 11ª Vara Federal da Bahia, Ana Carolina Dias Lima Fernandes, acusada pela mãe da menina Maria Clara, Adriana Botelho, repatriada em Portugal, de ter cometidos erros no processo que tratava de busca e apreensão da criança. Para ele, a medida disciplinar contra a juíza soteropolitana é “totalmente indevida” e “será rejeitada de plano”, por não estar “caracterizada qualquer infração funcional ou abuso de poder”. Adriana abriu uma reclamação no Conselho Nacional de Justiça (CNJ) contra a magistrada por, de acordo com ela, não ter observado que não havia pedido da União para repatriar a criança  e não ter analisado danos psicológicos à criança e familiares. Em resposta, Nino Toldo pontua que o processo “foi movido pelo Estado Brasileiro, através da Advocacia-Geral da União com o objetivo de que fosse dado cumprimento à Convenção da Haia sobre Sequestro Internacional de Crianças, tratado internacional ao qual o Brasil aderiu”. Segundo o presidente da entidade, o objetivo da convenção é evitar que um dos pais altere o domicílio para outro país e leve consigo os filhos sem a concordância do outro genitor. “Nesse caso, a Convenção determina o retorno da criança ao país de origem, onde mantinha residência habitual, para que a Justiça desse país decida quem deve ficar com a guarda dos filhos em comum e autorizar, eventualmente, a mudança de domicílio pretendida”, diz o comunicado. De acordo com o magistrado, o Brasil “foi provocado” a devolver a criança. A devolução da criança só pode ser recusada se existir grave risco de o retorno causar perigos de ordem física ou psíquica e ela. “Segundo avaliação psicológica realizada pela Vara de Família em Salvador, a criança convivia de forma amorosa com o pai, não existindo risco em seu retorno ao país de origem, local onde sempre viveu, frequentou sua escola e construiu sua vida”, garante. 

Nino Toldo assegura que a decisão foi proferida “com todas as formalidades legais e nos limites do pedido formulado, sendo assegurada às partes a ampla defesa e o contraditório”. “É natural que decisões judiciais desagradem a uma ou outra das partes de um processo, como no caso. Esse descontentamento, buscando a revisão da decisão, deve ser veiculado dentro do processo, por meio dos recursos previstos em lei, e não por meio de ataques pessoais ou de medidas disciplinares contra o juiz prolator da decisão”, replica. 

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Caro Dr. Nino Toldo,gostaria de saber se para emitir opiniões a respeito do processo o senhor se dignou a lê-lo. No meu caso, envolvia agressões físicas e psicológicas por parte do genitor de minha filha, tanto em Portugal, onde inclusive fui internada, como aqui no Brasil altura em que  denunciei o meu ex-marido na DEAM. Entendo perfeitamente o teor da Convenção de Haia,o que não compreendo é a sua aplicação sem a analise contextual dos fatos ao caso concreto. Enquanto ser humano, sou detentora de direitos, como a dignidade, a integridade física e psicológica, direitos esses que foram peremptoriamente  violados pelo genitor da minha filha. O fato é que sequer fui ouvida, não tive qualquer  direito de defesa. Além disso,  a liminar proferida pela juíza (às vésperas do recesso do judiciário), horas depois foi cassada pelo TRF, pelo Des. Amílcar Machado,que entendeu que a liminar foi concedida extra petita, o que é vedado pelo artigo 273 CPC, portanto a juíza errou. Mais que isso, atualmente existe uma ordem  judicial que determina o retorno imediato de MARIA CLARA ao Brasil, porém,até o presente momento Portugal não se dignou a cumprir a decisão proferida aqui no Brasil, ferindo  de todo, o princípio da reciprocidade que rege as convenções internacionais. O senhor tem conhecimento da existência de um laudo pericial forense feito em Portugal, que atesta que minha filha tem medo  do genitor? De demonstrar o amor que sente por mim,? Isso se resume a um doloroso processo de alienação parental que minha filha, uma criança de apenas 7 anos está sendo submetida.
Gostaria de saber, se porventura eu for a Portugal pleitear a guarda de minha filha, se o Estado brasileiro garante suporte financeiro para fazer face as custas judiciais? Outra questão relevante, é a minha integridade física, porque fui ameaçada de morte pelo meu ex-cônjuge.
Caro sr., inúmeras mulheres brasileiras  estão sendo vítimas de toda sorte de violência e ameaça por parte dos seus companheiros aqui e no exterior.Brasileiras são mortas, violentadas de todas as formas e o Estado brasileiro nada faz por essas mulheres, mães e cidadãs. Até quando vai essa esquizofrenia do judiciário brasileiro em não reconhecer a realidade, até quando vão ficar divagando, idealizando uma realidade fantasiosa, que em nada coaduna com a dura realidade. Qual o pais sério permitiria que um estrangeiro que descumpre ordem judicial entrasse no país ( de férias), e saísse livremente? Lamentavelmente, só o Brasil! Hoje concordo com o que dizia o genitor da minha filha: "O Brasil, é uma república das bananas!!!!"